Ninguém gosta de sentir dor e é natural que tentemos evitá-la. Mas a velha vilã tem o seu lado positivo: ela é um alarme que nos adverte sobre ameaças a nossa integridade. Suprimí-la indiscriminadamente com analgésicos, pode fazer mais mal do que bem. Na ânsia de se livrar a qualquer custo da sensação dolorosa, mediante o uso de analgésicos, relaxantes musculares, anti-inflamatórios e outros medicamentos, as pessoas podem estar se privando de seu sinalizador mais perfeito.
Um alarme precioso que a natureza instalou no organismo para soar a cada ameaça de dano ou desequilíbrio. “A dor é biologicamente necessária”, ela nos protege advertindo-nos quando ultrapassamos nossos limites e corremos riscos de prejuízos. A dor é um alerta que algo está errado e precisa ser corrigido, afirma o médico Alexandros Botsaris, acumpunturista e consultor da Natura de Inovação e Tecnologia.
A quem diga que a própria manifestação da vida não seria possível sem a dor. Em suas múltiplas facetas, ela seria um dos pilares de auto-preservação dos seres vivos, compondo com o prazer os extremos de um movimento pendular que afasta o homem de tudo que tende a destruí-lo e o aproxima de tudo que lhe proporciona bem-estar e crescimento (a dor e o prazer estão atados pelos pés).